Tropes literárias: recurso narrativo e indicações de livros
5 tropes literárias e indicações de livros
Para começar essa conversa já vamos definir o que são as tais das “tropes”. Bom, esse termo nada mais é do que um recurso narrativo, um tema recorrente em livros, filmes, peça de teatros e no entretenimento em geral. É o popularmente conhecido como clichê.
As histórias românticas são repletas desses enredos (que amamos, by the way!), como: a donzela em perigo, o amor proibido ou o cara rico que se apaixona pela mocinha pobre. Por isso, neste post abordaremos tropes românticos, mas na literatura.
Antes, vale ressaltar que em um livro encontramos mais de um tipo de padrão narrativo. Abaixo você pode ver os principais:
Friends to Lovers
Na tradução para o português, aqui estamos falando do famigerado “de Amigos a Amantes”*. Certamente esse é o queridinho do público, e existe um motivo para isso: quem nunca se viu na friendzone ou à beira dela? Nessas histórias, amigos, na maioria das vezes de longa data, descobrem que estão apaixonados. A tendência dessa narrativa é se desenrolar de uma maneira mais lenta, o que chamamos de slow burn, fazendo o leitor implorar para ver o casal aceitar os sentimentos, assumir um para o outro e, finalmente, arriscar a amizade em prol do amor. Quantos são os exemplos que temos de Friends to Lovers na literatura? Alguns deles são:
Amores Verdadeiros - Taylor Jenkins Reid
Aristóteles e Dante descobrem os segredos do Universo - Benjamin Alire Saenz
Enemies to Lovers
Ah! Como a linha entre o ódio e o amor é tênue, não é mesmo? Dez em cada dez leitores amam essa trope. Esse recurso narrativo explora enredos que contam histórias de protagonistas que, no início, não se suportam, mas que, ao longo da história, transformam toda a aversão que sentem um pelo outro em um amor profundo. Esse tipo de narrativa também engloba histórias nas quais os protagonistas são inimigos na forma mais literal, estão em lados opostos e, muitas vezes, tem como missão derrotar o outro (falhando miseravelmente, óbvio!). O clichê “de Inimigos a Amantes”* tem se tornado cada vez mais popular entre fãs de livros românticos. Afinal, quem não gosta de acreditar que o amor sempre vence o ódio? Alguns exemplos na literatura são:
Orgulho e Preconceito - Jane Austen
Trono de Vidro - Saraj J. Maas
*Neste contexto, usamos a palavra “amante” nos referindo ao seu significado de origem: aquele que ama.
Fake Dating
Essa, geralmente, é uma das tropes mais divertidas. O tal do “Namoro de Mentira” é do tipo de narrativa que prende os leitores do início ao fim. O contexto é o seguinte: os protagonistas se veem em um cenário no qual precisam fingir que namoram, sempre com o objetivo de conquistar algo: como para colocar ciúmes em alguém ou atingir um status social. Para serem convincentes, têm que passar o máximo de tempo juntos e conhecer um ao outro como um verdadeiro casal. É claro que o único caminho possível é que tudo que começou como uma mentira se torne verdadeiro e profundo. Aqui, também vemos que os autores fazem muito uso do slow burn para desenvolver o romance: mesmo que a química entre os dois seja evidente, os protagonistas passam grande parte do livro jurando que o que eles têm não passa de um acordo. Nesse caso, o combinado sempre sai caro, não apenas para o casal do livro, que obviamente acaba se apaixonando e descobrindo que foram feitos para ficarem juntos; mas, também, para os leitores, que passam páginas e mais páginas vendo o que os protagonistas insistem em negar. Dicas de livros com esse enredo são:
Para Todos os Garotos que já Amei - Jenny Han
Uma farsa de amor na Espanha - Elena Armas
Love Triangle
Clássico, clássico, clássico! Há quem ame e quem odeie, mas o “Triângulo Amoroso” nasceu junto com o romance. Essa trope é, provavelmente, a mais conhecida de todos. Todos mesmo! Leitores ou não. Quem não conhece uma história na qual a protagonista se vê dividida entre 2 interesses amorosos? Aqui, o slow burn é de fazer qualquer um enlouquecer, pois a decisão da protagonista sempre fica para o último momento. Se você for uma leitora como eu, lamento muito, mas estamos quase sempre torcendo pelo o que não será e escolhido, exceto por dois dos exemplos mais populares da atualidade, como:
Crepúsculo - Stephenie Meyer
Jogos Vorazes - Suzanne Collins
“There’s only one bed”
Essa frase se encaixa em qualquer contexto, especialmente nos já vistos até aqui. Os leitores de livros românticos passam todo o tempo da leitura ansiosos para lerem essa frase. Sim, o fato de só haver uma cama para dividir é um dos recursos mais usados no desenvolvimento do romance entre os protagonistas.
Observação: nas obras com foco no romance, o artifício “slow burn” (traduzido como “progressão lenta”) é quase uma via de regra, pois é o recurso que prende o leitor até o final da história, esperando para que, enfim, os protagonistas decidam arriscar tudo pelo o que sentem um pelo outro. Nesse tipo de narrativa, vemos o relacionamento entre o casal se desenvolver de forma lenta, ou seja, o romance, de fato, só acontece nas últimas páginas do livro.
E aí, quais são as suas tropes e livros favoritos? Deixe um comentário nos contando, vamos adorar saber!
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